No início
de nota publicada
ontem (22/06), a Confederação
Brasileira de Judô (CBJ) já comete um, digamos, equívoco com a frase ... no
intuito de resguardar a integridade da prática desportiva formal.... E não
para aí...
Ao afirmar que a ... tal entidade denominada União Pan-americana de Judô não
é uma entidade legalmente reconhecida pela FIJ..., a CBJ distorceu a verdade
das coisas.
Voltando ao equívoco mencionado no primeiro parágrafo, quem pretende resguardar
integridade deve, no mínimo, comportar-se de forma condizente. No mínimo, cumprir
decisões judiciais.
A tal União Pan-americana representa o judô das Américas há 42 anos. E
tudo ia muito bem até o presidente da CBJ, Paulo Wanderley, associar-se ao presidente da
FIJ, Marius Vizer, há quase dois anos e tentar aplicar um golpe de
estado depois de perder a eleição pela presidência da UPJ.
Wanderley resolveu então, fundar e presidir a tal (essa sim, a tal) Confederação
Pan-americana (CPJ) que a nota de ontem, curiosamente, sequer menciona.
Quem vem acompanhando a violência cometida pela dupla contra a UPJ sabe que, no início
deste ano, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), maior entidade do direito esportivo do
mundo decidiu pelo reconhecimento da UPJ pela FIJ. Importante esclarecer que não existem recursos,
discussões ou contestações para as decisões do TAS: é cumprir e pronto.
Dessa forma, tanto FIJ quanto CPJ estão na ilegalidade e terão que responder por isso perante o TAS ainda neste ano. Expressões como integridade e
legalidade tem conotação muito estranha quando proferidas pela dupla
Vizer/Wanderley que insiste na desobediência a justiça instituída.
Na nota, a CBJ comete outra distorção: o sistema de ligas é reconhecido pelo
Ministério dos Esportes e garantido pela Constituição (direito de associação). Como o
TAS, muito superiores ao estatuto da CBJ que tenta pressionar e intimidar citando artigos
e parágrafos criados há poucos anos deixando clara a preocupação com o crescimento do
sistema de ligas. Ninguém chuta cachorro morto. O medo é evidente.
Roraima em clima de festa por
causa do Pan
Uma coletiva à imprensa com o presidente da Liga Nacional de Judô (LNJ) Paulo Dubois e o
comitê executivo da UPJ (Jaime Casanova - presidente, Carlos Diaz diretor de
arbitragem e David Smith diretor de mídia) ganhou destaque na mídia local apesar
da Copa do Mundo, num flagrante reconhecimento a importância do evento.
Depois, o grupo foi recebido pelo governador Anchieta Jr., pelo presidente da Assembléia
Legislativa de Roraima e pelo senador Romero Jucá, líder do governo no Senado.
Pergunto: quando isso aconteceu num evento promovido pela Federação de Judô do Estado
de Roraima filiada à CBJ? Repetindo, ninguém chuta cachorro morto.

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Carlos AMC Cunha
Coordenador |
Divulg. JUDOBRASIL |
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