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Preocupada, CBJ intimida e distorce verdade dos fatos
23'Jun'2010 - Divulg. JUDOBRASIL

No início de nota publicada ontem (22/06), a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) já comete um, digamos, equívoco com a frase “... no intuito de resguardar a integridade da prática desportiva formal...”. E não para aí...

Ao afirmar que a “... tal entidade denominada União Pan-americana de Judô não é uma entidade legalmente reconhecida pela FIJ...”, a CBJ distorceu a verdade das coisas.

Voltando ao equívoco mencionado no primeiro parágrafo, quem pretende “resguardar integridade” deve, no mínimo, comportar-se de forma condizente. No mínimo, cumprir decisões judiciais.

A “tal União Pan-americana” representa o judô das Américas há 42 anos. E tudo ia muito bem até o presidente da CBJ, Paulo Wanderley, associar-se ao presidente da FIJ, Marius Vizer, há quase dois anos e tentar
aplicar um “golpe de estado depois de perder a eleição pela presidência da UPJ.

Wanderley resolveu então, fundar e presidir a tal (essa sim, a tal) Confederação Pan-americana (CPJ) que a nota de ontem, curiosamente, sequer menciona.

Quem vem acompanhando a violência cometida pela dupla contra a UPJ sabe que, no início deste ano, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), maior entidade do direito esportivo do mundo
decidiu pelo reconhecimento da UPJ pela FIJ. Importante esclarecer que não existem recursos, discussões ou contestações para as decisões do TAS: é cumprir e pronto.

Dessa forma, tanto FIJ quanto CPJ estão na ilegalidade e
terão que responder por isso perante o TAS ainda neste ano. Expressões como integridade e legalidade tem conotação “muito estranha” quando proferidas pela dupla Vizer/Wanderley que insiste na desobediência a justiça instituída.

Na nota, a CBJ comete outra distorção: o sistema de ligas é reconhecido pelo Ministério dos Esportes e garantido pela Constituição (direito de associação). Como o TAS, muito superiores ao estatuto da CBJ que tenta pressionar e intimidar citando artigos e parágrafos criados há poucos anos deixando clara a preocupação com o crescimento do sistema de ligas. Ninguém “chuta cachorro morto”. O medo é evidente.

Roraima em clima de festa por causa do Pan

Uma coletiva à imprensa com o presidente da Liga Nacional de Judô (LNJ) Paulo Dubois e o comitê executivo da UPJ (Jaime Casanova - presidente, Carlos Diaz – diretor de arbitragem e David Smith – diretor de mídia) ganhou destaque na mídia local apesar da Copa do Mundo, num flagrante reconhecimento a importância do evento.

Depois, o grupo foi recebido pelo governador Anchieta Jr., pelo presidente da Assembléia Legislativa de Roraima e pelo senador Romero Jucá, líder do governo no Senado.

Pergunto: quando isso aconteceu num evento promovido pela Federação de Judô do Estado de Roraima filiada à CBJ? Repetindo, ninguém “chuta cachorro morto”.

Carlos AMC Cunha
Coordenador

Divulg. JUDOBRASIL